A DISCUSSÃO ENTORNO DA RELATIVIZAÇÃO DA VULNERABILIDADE ENTRE 12 E 14 ANOS NA CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA E A FRAGILIDADE MEMORIAL DOS RELATOS NOS CASOS DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Keywords:
1. Estupro 2. Vulnerável 3. Relativização 4. Fragilidade memorialAbstract
A pesquisa em questão tem como objetivo tratar da valoração da palavra da
vítima de estrupo, no caso de vítima vulnerável, sendo possível, ser esta a única
prova capaz de embasar sentença condenatória. A princípio foi explorado o
desenvolvimento da infância e adolescência desde o Brasil colônia até os dias
atuais nas legislações e costumes sociais. Especialmente no que tange a
educação e cultura, assim como, os contextos familiares. Na concepção de
vulnerabilidade visou a capacidade de discernimento do maior de 12 e menor de
14 anos, que na atualidade vivenciam um turbilhão de informações devido a
liberdade com que tratam com a tecnologia, que de forma globalizada disposta
na internet e à mão, sem qualquer restrição. Entretanto, centralmente a
discussão, visa transpassar aspectos biológicos, enfatizando a necessidade de
avaliação biopsicossocial para constatação de vulnerabilidade. Centrando no
artigo 217-A que trata o estupro de vulnerável, sendo o agente, aquele que
pratica qualquer ato libidinoso com menor de 14 independente de consentimento
ou não. A forma de abordagem teórica da pesquisa é dialética e buscou dissociar
o critério de absolutismo tratado no dispositivo penal que dá a palavra da
possível vítima, forma qualificada, sem sequer considerar a possibilidade de
implantação de falsas memórias ou de saudável namoro entre jovens.
