A VALIDADE DAS PROVAS ILÍCITAS POR DERIVAÇÃO: EXCEÇÕES DA TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA E SUA APLICAÇÃO NO COMBATE ÀS FACÇÕES CRIMINOSAS

Authors

  • BEATRIZ NOLASCO CORREIA CENTRO UNIVERSITÁRIO UniFAMESC Author

Keywords:

1. Provas ilícitas. 2. Processo penal. 3. Teoria dos frutos da árvore envenenada. 4. Facções criminosas. 5. Direitos fundamentais.

Abstract

No processo penal, a prova é o mais importante o caso: é por meio dela que se tenta 
reconstruir o que aconteceu e convencer o juiz. Só que essa busca pela verdade não pode 
ser feita a qualquer custo. O Estado Democrático de Direito impõe limites claros para proteger 
os direitos fundamentais garantidos pela Constituição de 1988. É aí que entram a Constituição 
(no artigo 5º, LVI) e o Código de Processo Penal (no artigo 157), proibindo expressamente as 
provas ilícitas e tudo o que deriva delas. Essa ideia vem do direito americano, com a famosa 
teoria dos "frutos da árvore envenenada": se a prova inicial foi colhida de forma ilegal, tudo o 
que nascer dela também estará contaminado. Mas o próprio direito sabe que o mundo real é 
complexo e traz exceções. A Justiça pode, sim, validar uma prova derivada se ficar provado 
que ela viria de uma fonte independente, que a descoberta seria inevitável de qualquer forma, 
ou se não houver um nexo causal direto com a ilegalidade inicial. Este trabalho joga luz 
exatamente sobre esse cabo de guerra: como o Judiciário aplica essas exceções no combate 
às facções criminosas? O desafio é encontrar o equilíbrio entre uma persecução penal 
eficiente e o respeito inegociável às garantias individuais. Para responder a isso, a pesquisa 
se baseia em revisão bibliográfica e na análise detalhada da doutrina e da jurisprudência atual. 

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Published

2026-07-20

How to Cite

A VALIDADE DAS PROVAS ILÍCITAS POR DERIVAÇÃO: EXCEÇÕES DA TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA E SUA APLICAÇÃO NO COMBATE ÀS FACÇÕES CRIMINOSAS . (2026). Acta Scientia Academicus, 9(1). https://repositorio.unifamesc.edu.br/index.php/repo/article/view/449